sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para alguém..


Venho hoje, para escrever um pouquinho sobre qualquer coisa... mas sinceramente.. já escrevi e deletei trinta vezes esse texto.. 
Porque é tão difícil escrever se me sinto tão inspirada?  Porque as palavras não me parecem justas? Porque tudo que escrevo parece pequeno diante do que sinto?
Acho que aprendi a dizer o sobre meus pensamentos através das palavras de outrem. Me acostumei. 
Mas e se as letras de música conseguem explicar um pouco do que sinto.. qual o problema?  
E se os poemas mais belos são um pedaço dos meus sentimentos?
Eu tenho tanto o que falar.. mas não consigo escolher as palavras.. por isso.. pra não perder o costume, decidi colocar uma música..  espero que entenda um pouco do que tenho dentro de mim.


Learning To Breathe Switchfoot

Hello, good morning, how you doin'?
What makes your risin' sun so new?
I could use a fresh beginning too
All of my regrets are nothing new
So this is a way, that I say I need You
This is a way

This is a way that I'm learning to breathe
I'm learning to crawl
I'm finding that you and you alone can break my fall
I'm living again, awake and alive
I'm dying to breathe in these abundant skies

Hello, good moring, how you been?
Yesterday left my head kicked in
I never, never thought that
I would fall like that
Never knew that I could hurt this bad

I'm learning to breathe
I'm learning to crawl
I'm finding that you and you alone can break my fall
I'm living again, awake and alive
I'm dying to breathe in these abundant skies
These abundant skies
Yeah, abundant skies, yeah

This is a way that I say I need You
This is a way that I say I love You
This is a way that I say I'm Yours
This is a way

This a the way that I'm learning to breathe
I'm learning to crawl
I'm finding that you and you alone can break my fall
I'm living again, awake and alive
I'm dying to breathe in these abundant skies
These abundant skies, yeah, yeah, yeah, yeah
I'm learning to breathe
I'm dying to breathe in thes abundant skies
Hello, good morning, how you doin'?


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Seus olhos



Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, de vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes do mar vão ferir;
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, mais doce que o nauta de noite cantando,
Mais doce que a flauta quebrando a solidão.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, de vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados brincando a sorrir.
São meigos infantes, brincando, saltando em jogo infantil.
Inquietos, travessos; — causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
Com modo gentil.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos, às vezes vulcão!
Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, tão frouxo brilhar,
Que a mim me parece que o ar lhes falece,
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece
Me fazem chorar.

Assim lindo infante, que dorme tranqüilo, desperta a chorar;
E mudo e sisudo, cismando mil coisas, não pensa — a pensar.
Nas almas tão puras da virgem, do infante, às vezes do céu
Cai doce harmonia duma harpa celeste,
Um vago desejo; e a mente se veste
De pranto com um véu.

Quer sejam saudades, quer sejam desejos da pátria melhor;
Eu amo seus olhos que choram em causa um pranto sem dor.
Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, de vivo fulgor;
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia,
Que falam de amores com tanta poesia, com tanto pudor.
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.


(Gonçalves Dias)